Animação Sociocultural aos olhos da Maria Clemente

No Lar do Sameiro, a animação sociocultural é muito mais do que uma função. É uma forma de estar na vida e de cuidar do outro com verdade. Escolhi esta profissão porque sempre senti que envelhecer não deve ser sinónimo de solidão ou esquecimento, mas sim de continuidade, de respeito pela história de cada pessoa e de valorização de tudo aquilo que ainda pode ser vivido e sentido.

No dia a dia, o meu maior objetivo é simples:

Dar sentido aos dias de quem aqui vive.

Nem sempre isso passa por grandes atividades ou planos elaborados. Muitas vezes, está nos pequenos gestos, numa conversa tranquila, numa música que desperta uma memória antiga, num momento de atenção verdadeira. Procuro que cada pessoa se sinta vista, ouvida e importante, porque acredito que isso faz toda a diferença.

Uma das minhas maiores preocupações é a solidão, pois, apesar de muitas vezes não se ver, sente-se. Por isso, tento criar ligações, incentivar o convívio e, acima de tudo, estar presente.

Também enfrento desafios, como as limitações físicas e cognitivas, a falta de motivação de alguns utentes, ou até o impacto emocional das perdas que fazem parte deste contexto. Nem todos os dias são fáceis, mas é precisamente nesses dias que reforço o meu compromisso. Aprendo a adaptar-me, a respeitar o ritmo de cada um e a encontrar novas formas de chegar até eles. Supero as dificuldades com empatia, paciência e uma enorme dedicação.

No fundo, o que me move são os pequenos sinais: um sorriso inesperado, um olhar mais leve, um agradecimento sincero. São esses momentos que me lembram, todos os dias, que estou no caminho certo e que, mesmo de forma simples, posso realmente fazer a diferença na vida de alguém.

Animação Sociocultural aos olhos da Maria Clemente Passeio dos Idosos do Lar do SameiroUm artigo de Maria Clemente, animadora sociocultural.

Leia primeiro no seu email.

Não se preocupe, apenas enviamos conteúdos que podem melhorar a sua saúde.