Violência Interparental: mitos e factos que deve saber

“Uma criança deve viver num ambiente familiar, num clima de felicidade, amor e compreensão, para que seja possível realizar, na sua plenitude, todos os seus direitos”. Quem o diz é a Convenção Internacional dos Direitos da Criança.

Os pais e cuidadores são os principais modelos das atitudes e comportamentos das crianças, pelo que se torna preponderante que o desenvolvimento das crianças aconteça num contexto funcional, onde as figuras adultas demonstrem comportamentos equilibrados e, emocionalmente, adequados. A família deve ser sempre um lugar de respeito, segurança e proteção.

 

MITOS E FACTOS

  • MITO: Os maus tratos infantis são, necessariamente, físicos.

FACTO: O abuso físico é, apenas, uma das muitas formas de maus tratos. A negligência, o abuso emocional e o testemunho de situações violentas podem ser muito prejudiciais e, como são mais subtis, são mais dificilmente detetadas.

 

  • MITO: As crianças não são afetadas pela violência interparental, desde que não presenciem o acontecimento violento.

FACTO: As crianças são observadoras cuidadosas do comportamento e reações dos pais. Não precisam de presenciar os acontecimentos para se aperceberem de um ambiente familiar violento e serem afetadas por ele.

 

  • MITO: Quanto mais nova for a criança, menos será afetada pela exposição à violência interparental.

FACTO: As crianças, mesmo as mais pequenas, são sempre profundamente afetadas, especialmente, se os agentes de violência são membros da família.

 

  • MITO: As crianças esquecem a violência que testemunham.

FACTO: Relatos vívidos das crianças, a respeito de episódios violentos, contrastam com os relatos dos pais de que, asseguram que os filhos não presenciaram ou não se aperceberam, de situações violentas.

 

  • MITO: A violência é um problema urbano.

FACTO: A violência pode ocorrer em qualquer lugar e, por isso, toca a vida de famílias e crianças em áreas urbanas e rurais, ocorrendo em taxas semelhantes entre todos os tipos de famílias, independentemente, da região, nível educacional e socioeconómico ou pertença comunitária.

 

Para refletir:

As crianças expostas à violência interparental têm maior probabilidade de:

• Apresentar problemas de saúde psicológica, como medo e preocupação constantes, baixa autoestima, stress e ansiedade, tristeza e depressão, raiva e agressividade, comportamentos de risco (na infância, adolescência mas, também, durante a idade adulta).

• Evidenciar dificuldade em estabelecer relações com os outros, resolver problemas, ter um bom desempenho escolar e desenvolver competências sócio emocionais.

• Replicar modelos de relação, em que predominam dinâmicas violentas.

• Demonstrar problemas de saúde física, tais como cansaço, dor de cabeça, dor de barriga, perturbações do sono e alimentares.

 

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