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Disfunção erétil: 7 dicas para implementar já!

A disfunção erétil (impotência) define-se como a incapacidade de ter e manter uma ereção que permita uma relação sexual satisfatória. A sua incidência aumenta com a idade, afetando cerca de 1-10% dos homens com menos de 40 anos, 20-40% entre os 60-69 anos e mais de 60% dos homens mais idosos.

Os fatores de risco para a disfunção erétil são variados, sendo os mais importantes a hipertensão arterial, a Diabetes, a dislipidemia (colesterol e triglicerídeos elevados), as doenças cardíacas, a obesidade, o consumo de tabaco, a toma de alguns medicamentos e certas doenças psicológicas/psiquiátricas.

Apesar do aparecimento do Viagra nos anos 90 ter revolucionado o tratamento da disfunção erétil, os médicos e os doentes não podem descurar a tentativa de modificar os fatores de risco que precipitam a doença e procurarem um estilo de vida globalmente mais saudável.

 

Homens com disfunção erétil devem realizar:

  • Exercício Físico: a prática de exercício físico moderado a intenso reduz o risco de disfunção erétil em metade. Estudos mostram que protocolos de 150 minutos de exercício físico por semana aumentam a capacidade erétil de doentes hipertensos, levando mesmo à “cura” em aproximadamente 70% dos casos. Importa realçar que o exercício é benéfico mesmo que não exista perda de peso associada.
  • Perda de peso: homens obesos têm o dobro da probabilidade de terem disfunção erétil. A restrição calórica melhora a função erétil de doentes obesos, bastando 10% de redução do peso corporal para melhorar significativamente a potência.
  • Dieta: uma dieta rica em vegetais e pobre em gorduras e carnes-vermelhas associa-se a melhor função erétil. Um estudo mostrou que a introdução de uma dieta saudável (próxima da dieta mediterrânica) durante 2 anos foi o suficiente para “curar” cerca de metade dos doentes com disfunção erétil.
  • Alterações globais do estilo de vida: hábitos gerais como a prática regular de desporto, dieta saudável, restrição calórica e perda de peso, quando realizados em conjunto, melhoram a potência masculina, para além de melhorarem o prognóstico de outras doenças cardiovasculares e a Diabetes. Num estudo em que os doentes receberam aconselhamento regular sobre um estilo de vida mais saudável, mais de 30% recuperaram a sua função erétil. Outro estudo mostrou que homens que têm hábitos de ver televisão/ computador mais de 5 horas por dia, têm 3 vezes mais probabilidade de impotência do que aqueles que apenas o fazem menos de 1 hora por dia.
  • Tabagismo: os fumadores têm quase o dobro do risco de disfunção erétil. Deixar de fumar melhora em mais de 25% a capacidade erétil, tanto a curto como a longo prazo.
  • Álcool: o consumo moderado de álcool pode prevenir a disfunção erétil. No entanto, consumos elevados são fortemente prejudiciais.
  • Stress: o efeito do stress é difícil de avaliar, embora esteja provado que o aconselhamento psicológico associado a outras terapêuticas melhora a eficácia dos tratamentos.

 

A disfunção erétil é um sinal precoce de doença cardiovascular generalizada. A título de exemplo, a maioria dos doentes que sofrem enfartes do miocárdio apresentam queixas de disfunção erétil alguns anos antes. Como tal, um estilo de vida mais saudável, para além de reduzir a necessidade de medicamentos, é igualmente benéfico para a vida sexual e para a prevenção de doenças cardiovasculares, que são  a maior causa de mortalidade em Portugal.

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